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O olhar…

Ainda com trabalhos em mãos, com pouco tempo, e sempre a ver histórias que me inspiram, resolvi parar um bocadinho para vos dizer o que inspira o meu olhar…

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E é o vosso olhar, o das pessoas que encontro, que me deixam entrar na história, como voz off, mostrando o que de verdadeiro existe nelas.

Vi olhares de amizade, de perfeita cumplicidade,

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De cuidado e respeito, de felicidade extrema por todos os dias acordar e deitar com quem amamos no pensamento.

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Vi curiosidade em pessoas que se conhecem há anos, vi que ainda existia tanto para conhecer.

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A vida, por si,  não nos faz felizes, é esta satisfação, é esta alegria, esta vontade de te ver mais vezes, e gostar tanto de te ver sempre que te encontro.

Olhares de alívio e agradecimento por te ter encontrado.

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Vi olhares de “desde a primária que espero por ti”, vi olhares de que a minha vida contigo tem outra luz… e não te vou largar.

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Vi olhares de quem já sabia tudo isto.

Que o que nos une é esta admiração, este sou porque tu és, que Pablo Neruda escreveu como ninguém poderia ter escrito melhor.

De quem tem a certeza de que quem vai ficar conosco até sermos velinhos (as) é o (a) nosso (a) melhor amigo (a).

 

E foi com esses olhares que já chorei, também eu, de felicidade e emoção, porque sabemos que sim. Não há nada como ver o olhar feliz dos nossos, e sabê-los bem.

Porque as emoções estão lá, tocam-nos e inspiram-nos, passam para dentro da minha lente porque são reais, são vivas, e passam para dentro de mim.

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Quase a terminar a época, que nunca termina, queria dizer-vos isto:

Continuem a olhar só para onde olha o vosso coração, e o resto acontece.

Quem ama, sabe do que falo.

 

Afinal, não há tanto assim que faça a vida valer a pena. É isto.

 

Obrigada por me fazerem acreditar.

 

Beijos,

Joana

A convidada invisível – The invisible guest

Hoje vou falar-vos da convidada invisível, que sou eu !

Por vezes dizem-me “o que eu gostava era de uma reportagem menos tradicional”, pois é disso que se trata.

 

E como eu adoro fotografar, hoje apresento-vos um trabalho diferente.

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Os Web, a icónica banda de trash metal do Porto, permitiram-me que fosse a convidada invisível no seu ensaio, e é este o resultado.

 

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Usando unicamente uma lente de 50mm (a mais parecida com a visão do nosso olhar), e a preto e branco, como linguagem, trabalho numa perspectiva intimista e próxima, como se não estivesse lá mais ninguém.

 

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Cada pormenor, cada expressão, como faço sempre, mas numa visão que é só minha, que não está cheia de recursos, mas que me deixa liberdade para estar onde eu quiser, ver o que que apaixona, e sentir…

 

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A minha fotografia vive do que eu sinto, e do que o momento me oferece.

 

É isto que tenho para vos dizer hoje.

 

Joana

 

Da Sãozinha ao Senhor da Pedra

Não são todos os dias que podemos recontar uma história de felicidade, através de imagens, no local onde tudo aconteceu…

A Cris e o Bruno permitiram-me não só fazê-lo, como passar uma tarde em boa companhia, a fazer o que mais gosto, e a ouvir o som do mar… ah, como eu adoro o mar!

 

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Leva-nos a história da Praia da Sãozinha ao Senhor da Pedra, literalmente, eu só com o olhar e o coração, eles levados um pelo outro, por entre pedras e marés, como na vida.

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E pude perceber que a magia está no caminho que se faz. No não desistir, porque há pedras, no não progredir porque o mar está revolto. No levar com boa disposição e um sorriso tudo que a vida nos coloca pela frente.

 

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O importante é levar a vida todos os dias de mãos dadas, desde que o sol nasce, até que o sol se põe…

 

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Acho que fiquei mais rica um bocadinho,

Obrigada Cris e Bruno <3

 

Joana Durães